
O governo do Japão anunciou que vai implementar um sistema digital obrigatório de autorização de viagem para turistas vindos de países com isenção de visto — incluindo o Brasil. A medida faz parte de uma reforma migratória mais ampla que está sendo proposta ao Parlamento japonês e deve entrar em vigor no ano fiscal de 2028 (abril de 2028 a março de 2029).
Batizado informalmente de JESTA (Japan Electronic System for Travel Authorization), o novo sistema funcionará como um filtro prévio de autorização eletrônica antes do embarque — similar ao ESTA dos Estados Unidos, ao eTA do Canadá e ao futuro ETIAS da União Europeia.
Ainda que não substitua o visto nem altere a isenção de visto atual, a autorização será obrigatória para que turistas possam embarcar rumo ao Japão. Companhias aéreas serão legalmente instruídas a impedir o embarque de quem não apresentar essa autorização digital aprovada.
Antes de viajar, o turista terá que:
Preencher formulário eletrônico com dados pessoais, objetivo da viagem e local de hospedagem;
Pagar uma taxa de processamento, cujo valor ainda não foi divulgado;
Aguardar a aprovação da autorização online.
A autorização precisará estar aprovada antes de embarcar, sob pena de a companhia aérea recusar o passageiro sem essa documentação.
O governo japonês justifica a criação do JESTA como forma de:
Aprimorar o controle migratório, filtrando visitantes antes da chegada;
Impulsionar a segurança nas fronteiras;
Modernizar a gestão de entradas num contexto de crescimento do turismo internacional.
Em 2025, o país registrou recorde de visitantes estrangeiros — mais de 42 milhões — e busca equilibrar essa demanda com eficiência nos controles de imigração.
O sistema deverá abranger turistas de cerca de 74 países e territórios atualmente isentos de visto, inclusive brasileiros, americanos, europeus e diversas outras nacionalidades que hoje não necessitam de visto para estadias curtas no Japão.
Vale lembrar que a isenção de visto para brasileiros em viagens de turismo ao Japão está atualmente válida até setembro de 2026.
Até o momento, ainda não há confirmação oficial sobre a prorrogação ou não dessa medida após essa data.